Biden faz uma reverência aos líderes do Brasil, México e Colômbia em seus primeiros contatos

Biden faz uma reverência aos líderes do Brasil, México e Colômbia em seus primeiros contatos

Os primeiros contatos do Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, com os governos da região foram convites aos chefes de estado da Argentina, Alberto Alberto Fernandez; Do Chile, o direitista Sebastian Pinera; E da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada, 38, é o líder da centro-esquerda. Se os primeiros países da lista em outros momentos são México, Brasil e Colômbia, com Biden, as prioridades mudaram claramente, em linha com a posição dos três governos que foram ignorados, por enquanto, pelo sucessor de Donald Trump.

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O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e do México, Andres Manuel Lopez Obrador, não reconheceu a vitória de Biden. O colombiano Evan Duque parabenizou os americanos e estava pronto para trabalhar juntos, mas o embaixador da Colômbia em Washington, Francisco Santos, fez campanha para Trump, assim como membros proeminentes do Congresso do Centro Democrático, o partido Duque. Especialistas disseram que se houver uma necessidade mútua inegável nos casos do México e da Colômbia de reconstruir a confiança perdida, o processo será mais difícil para o Brasil. A postura de Bolsonaro foi a mais radical de todas – incluindo acusações de fraude nas eleições americanas – e a relação bilateral, para os americanos, é menos pesada que a relação com México e Colômbia.

A posição de López Obrador estava relacionada à sua derrota nas eleições de 2006, onde foi derrotado pelo ex-chefe do Estado Felipe Calderón (2006-2012). O presidente continua a insistir que foi vítima de fraude. Ele disse que não faria o que fez aos outros, observando que em 2006 muitos presidentes foram rápidos, a seu critério, em reconhecer a vitória de Calderón. Na opinião de especialistas como Antonio Ortiz Mina, professor da Universidade de Georgetown e do Centro de Pesquisa e Ensino Econômico, “a posição de López Obrador não era necessária e teria custos para o México”.

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A relação bilateral com os Estados Unidos exige confiança e um caminho institucional. Com Obama, só tínhamos confiança pessoal e com Trump. Com o Biden, teremos instituições relevantes, mas faltará um trâmite direto e rápido entre os presidentes – explicou.

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A agenda bilateral inclui temas centrais para os dois países, como combate ao narcotráfico e ao crime organizado, o novo acordo comercial entre México, Estados Unidos e Canadá e imigração. Para os mexicanos, disse Mina Ortiz, será necessário reativar programas como o Dhaka, implementado por Barack Obama para regularizar os imigrantes que chegaram aos Estados Unidos quando eram menores.

A recusa de Dhaka é um símbolo do tratamento desumano e racista de Trump aos imigrantes. O especialista disse que o relançamento do programa seria um gesto muito forte de Biden.

Mina Ortiz acrescentou que Lopez Obrador deve encontrar maneiras de “construir pontes, não paredes”. Da parte de Biden, a vingança contra o México não é esperada, mas é uma postura mais fria do que em outros tempos. Hoje o México é o maior parceiro comercial dos Estados Unidos da América, um comércio que movimenta US $ 1,5 bilhão por dia.

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Com a Colômbia existe também uma conexão bilateral que os diplomatas colombianos consideram “essencial”. Questões como tráfico de drogas e cooperação militar são centrais para o relacionamento. Os Estados Unidos também têm grande interesse no processo de paz – no qual Biden se envolveu quando era vice-presidente de Obama – continua incompleto, que está diretamente ligado à segurança regional e à produção de drogas no país. Há também a Venezuela que os preocupa.

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Com Biden, não será fácil reformulá-lo, porque o Centro Democrático está apostando abertamente em Trump. Sandra Burda, professora da Universidade da Cordilheira dos Andes, disse que um caminho será encontrado, mas não será uma relação especial, como outras relações no passado.

Espera do novo governo dos Estados Unidos “demandas mais e mais rígidas” com a Colômbia, por exemplo, em relação aos direitos humanos.

Quanto a fontes do governo brasileiro, o fato de Bolsonaro ainda não ter reconhecido a eleição de Biden não deve ser dramático. Eles disseram que um bom momento é esperado, citando a possibilidade de 14 de dezembro. Nesse dia, o Colégio Eleitoral dos Estados Unidos se reunirá e formalizará a escolha do novo presidente, ocasião que só ganhou importância neste ano porque Trump se recusa a reconhecer explicitamente a derrota. Uma das fontes confirmou que o reconhecimento “chegará no devido tempo”.

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Há dúvidas sobre como o novo governo dos Estados Unidos verá o Brasil e quais os aspectos que priorizará. Ao contrário do México e da Colômbia, não existe uma agenda primária para brasileiros e americanos. Se o foco de Biden for a Amazônia, o governo brasileiro admite que a relação será complexa. A mesma fonte disse que Brasília “vai esperar para ver a realidade da nova situação”.

Para embaixadores de longa data como Roberto Abdel Nour, que chefia a sede diplomática de Washington, as primeiras escolhas de Biden no continente refletem “seletividade e uma decisão de falar a todos os países, independentemente de suas inclinações políticas”.

– Bolsonaro saiu para enfrentar a retórica que só vai nos prejudicar, e hoje o diálogo é inútil. O presidente do Brasil deve ser o primeiro a abrir as portas para os contatos bilaterais – Abdelnour lamentou.

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Para o embaixador, o futuro próximo dependerá, sobretudo, da “habilidade dos diplomatas americanos” e do grau de interesse em tentar se aproximar no curto e médio prazo.

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