A reinfecção por Kovid-19 pode afetar a segunda onda e a eficácia das vacinas?

A reinfecção por Kovid-19 pode afetar a segunda onda e a eficácia das vacinas?
  • Andre Birnath
  • BBC News Brasil em São Paulo

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Pelo que se sabe até agora, os casos de infecção são muito raros e a maioria dos pacientes com Kovid-19 tem imunidade por pelo menos seis meses.

Problemas com Kovid-19 não são tão fáceis. Afinal, a doença é cercada por incertezas do ponto de vista médico e científico e inseguranças do ponto de vista pessoal.

Agora, imagine se recuperando da condição e depois de algumas semanas, comece a sentir sintomas como febre, tosse seca, fadiga e falta de ar. Então, um novo teste confirma a suspeita: o coronavírus invadiu o organismo novamente.

Sim, a reconstrução pode acontecer e algumas dezenas de casos no mundo foram confirmados. A boa notícia é que, pelo que foi observado até agora, essa possibilidade é muito rara.

Vamos descobrir os números: Segundo a agência de notícias holandesa BNO News, um dos únicos veículos a compilar dados globais sobre o assunto, existem atualmente 26 casos confirmados no planeta. Destes, 25 pacientes se recuperaram bem e apenas um morreu. O tempo médio entre o primeiro e o segundo episódios de Kovid-19 é de 76 dias.

O site estima que existam 893 outros casos suspeitos de reinfecção que precisam ser analisados ​​de perto.

No Brasil, o Ministério da Saúde não anunciou oficialmente tais episódios. Foi divulgado em setembro um estudo de que uma técnica de enfermagem de Ribeiro Prieto teve uma reinfecção dentro de São Paulo. Além disso, cerca de 95 pacientes com uma condição semelhante ainda estão sendo pesquisados ​​aqui.

Para responder a essas perguntas, devemos primeiro entender como nossos corpos criam imunidade contra este e outros vírus.

A proteção está ativada

Ao identificar um invasor como o SARS-COV-2, o coronavírus que causa a epidemia atual, nosso sistema imunológico atua para neutralizar e livrar o corpo da ameaça. Esse processo é mediado por duas células: os linfócitos B e T.

“Os linfócitos B são responsáveis ​​pela produção dos anticorpos e imunoglobulinas que conhecemos pelas siglas IgG, IgA, IgM …”, explica o Dr. Jono Viola, presidente do Comitê Científico da Sociedade Brasileira de Imunologia.

Se tudo correr bem e o paciente se recuperar bem, na maioria das vezes essas células de defesa aprenderão a lidar com a infecção. Se o coronavírus tentar atacar o corpo uma segunda vez, libere esses anticorpos (como IgG e IgM) para neutralizar o risco.

Os linfócitos T são responsáveis, entre outras coisas, por identificar células infectadas com um patógeno específico. Eles fazem um contra-ataque real para nos proteger. Seu desempenho contra o SARS-Covey-2 ainda continua com algumas perguntas sem resposta.

Essa resposta imune funciona melhor para a maioria das pessoas infectadas com coronavírus. Se considerarmos que mais 63 milhões de pessoas já têm Kovid-19 e apenas 26 foram diagnosticadas e documentadas duas vezes mais (de acordo com as estatísticas mais recentes), não é um exagero, pelo menos por agora, dizer que o segundo episódio é muito raro.

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A produção de anticorpos (representada na figura nestas estruturas em forma de Y) pode ser observada na maioria dos casos de infecção por Sars-CoV-2

A reunificação não é um fenômeno relevante em relação à segunda onda da epidemia que assola a Europa, os Estados Unidos e o Brasil. Pelas informações disponíveis até o momento, a maioria das pessoas afetadas foi infectada nas últimas semanas e foi infectada com o vírus pela primeira vez.

Mas como descrever esses casos (ou relatórios) certificados de reconstrução?

A resposta foi inadequada

“Claramente, o primeiro episódio de Kovid-19 será mais uma reconstrução em condições amenas”, cita o contextualista Fernando Bellisimo Rodriguez, professor da Faculdade de Medicina Ribeiro Prieto da Universidade de São Paulo.

Tudo sugere que uma doença leve com certos sintomas cria uma resposta imunológica enfraquecida. “A produção de anticorpos parece ser baixa e deixa a pessoa suscetível a uma nova doença depois de um tempo”, acrescenta Rodriguez.

Aqui está outra possibilidade a explorar: em vez de reexaminar, é apenas uma continuação do primeiro filme, que melhorou e reabriu por um tempo?

Para refutar essa hipótese, os especialistas recorrem à sequência genética do SARS-Covy-2. É ideal ter uma amostra do primeiro e do segundo diagnóstico para comparar as letras do RNA viral.

Se eles forem exatamente iguais, é realmente possível ter uma recaída. Agora, se o gene for diferente, então seria mais fácil apostar na reconstrução.

“Este estudo é como reconstruirmos um crime sem testemunhas. Reunimos evidências a favor de uma investigação ou outra”, disse ele, comparando Rodriguez, responsável pela identificação do primeiro caso de reinfecção no Brasil, e analisando outros 15 pacientes suspeitos.

Data de validade

Aqui está uma questão chave que precisa ser melhor entendida para completar este quebra-cabeça: Quanto tempo durará a imunidade contra Kovid-19?

“Podemos dizer que a imunidade dura seis meses ou um pouco mais, porque é isso que temos seguido até agora”, disse Viola. No entanto, não sabemos se essa proteção é vitalícia (como outros vírus como o sarampo) ou se não dura muito (em um caso semelhante ao da gripe que causa a gripe).

Essa data de validade tem implicações diretas para as vacinas. “O imunizador induz imunidade permanente? Ou precisa ser reaplicado depois de um tempo?” Rodriguez pergunta.

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Ainda não se sabe quanto tempo durarão as vacinas contra o Kovid-19. A dosagem garante imunidade para o resto de sua vida ou por alguns meses ou anos

Você pode ver isto: Existem vacinas que são tomadas uma vez ou algumas vezes na vida. Outros, ao contrário, são eficazes por um ano ou um pouco mais e requerem uma dose de reforço para atualizar a proteção contra um vírus ou bactéria em particular.

Você tem que esperar um pouco antes de todas essas respostas virem.

Exercícios

Embora raros, os casos de reconstrução já nos deixam algumas lições. O importante é que nem todo mundo associado ao coronavírus está livre a partir do segundo episódio. Portanto, não é possível relaxar nas atividades recomendadas como distância física, lavar as mãos e usar máscaras.

Afinal, embora este seja um fenômeno muito raro, estamos falando de uma doença mortal. “É importante manter todas as proteções possíveis. Do ponto de vista da comunidade, devemos dar o exemplo e continuar usando máscaras e outras atitudes. Isso mostra como cuidamos de todos ao nosso redor”, disse Croda, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Em um cenário de tantos mistérios, uma coisa é certa: o Kovid-19 atinge cada indivíduo de maneira diferente, mas a superação da epidemia depende do esforço conjunto de toda a sociedade.

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